Peregrinação às Fontes

Proposto desde há mais de 30 anos a vários editores, só agora este livro é publicado em versão portuguesa. Nada perdeu, porém, do seu interesse permanente. O seu ponto culminante é o encontro de duas grandes figuras da não violência, Lanza del Vasto e Gandhi.

Autor: Lanza Del Vasto
Páginas: 312
Preço: 24€
Ano de edição: 2010
ISBN: 978-972-8870-29-4
Coleção: Terra e Gente

Lanza del Vasto proferiu conferências em Portugal, em Abril de 1978, em Lisboa, Porto, Coimbra e Évora, tendo voltado ao nosso país em 1979. A elas assistiram muitas centenas de pessoas. Segundo os que o acompanharam, Lanza teve um grande impacto em quem o ouviu, pelo seu profundo humanismo, pelo idealismo aliado a um grande realismo, pela vontade firme e lúcida que ele tinha de concretizar os sonhos, pela sua atenção aos pormenores. Na base do pensamento que transmitia, encontrava-se o conceito hindu e gandhiano de «satyagraha», de força da verdade e de adesão à verdade.

Lanza del Vasto nasceu em 1901, na Itália do sul, de mãe belga e pai siciliano. Fez estudos clássicos em Paris e de filosofia em Pisa, enquanto se ia dedicando também à arte da poesia, da pintura e da música. Em 1937 partiu para a Índia, na viagem que ele narra em Peregrinação às Fontes, cujo ponto culminante foi o encontro com Gandhi. Em Gandhi vê aquele que pode trazer uma solução aos problemas dos homens, que abre os caminhos da paz pela não violência e que propõe uma resposta aos excessos e desordens da civilização moderna.

Com Simone Gebelin (Chanterelle), com quem casa em 1948, funda uma comunidade, mais tarde refundada com o nome A Arca (L’Arche). Passa a dedicar a sua vida ao desenvolvimento da comunidade, à sua obra filosófica e poética, e à luta pela paz, à denúncia do perigo nuclear militar e civil. Alguns jejuns públicos que efetuou, por vezes com outras personalidades bem conhecidas, tiveram grande repercussão em França e na Europa, destacando-se, em 1972, a sua ativa presença contra a extensão do campo militar do planalto de Larzac, no sul de França.

Nessa ação esteve ao lado dos camponeses e agricultores locais, do nascente e vigoroso movimento ecológico e dos movimentos pela paz e pela justiça. Ao longo da vida, continuou a exercer os seus talentos de artista no desenho, na arte do cinzel, na música e na poesia. Antecipando o debate sobre as alterações climáticas, alertou com vigor para o risco de um «dilúvio feito pela mão do homem». Faleceu em 1981, em Múrcia (Espanha) e está enterrado na comunidade da Arca (La Borie Noble, Hérault, França).

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