O Momento do Amor

Um livro tão cintilante e luminoso como a luz do mar egeu onde ganhou vida e expressão. Edição bilingue – traduzido do grego moderno por José Carlos Marques. Cerca de metade dos poemas deste livro, cuja autora reside em Atenas e na ilha de Siro, foram musicados pelo famoso compositor grego Mikis Theodorakis e gravados em disco (intitulado Mía Thálassa), pela cantora grega radicada em Paris, Angélique Ionatos.

Autora: Dímitra Mandá
Páginas: 114
Preço: 12€
Ano de edição: 2005
ISBN: 972-8870-03-5
Coleção: UniVersos

A poesia de Mandá é exclusivamente poesia de amor. Dos 44 poemas do livro, apenas quatro não se caracterizariam como poemas de amor, mas mesmo esses estão inseridos num mosaico que se encontra sob o signo do poder universal do amor. As recordações de infância  e a mágoa, as descrições naturais e imaginárias como elementos temáticos não são senão unidades musicais no ritual do amor. O tema único do livro é «o antiquíssimo drama», a tragédia do amor como autobiografia da alma e como suprema iniciação aos mistérios da vida.

A estrutura tripartida do livro não se deve ao acaso. O ritual amoroso, que se cumpre na consciência da poetisa, corresponde a uma grande Cerimónia sagrada, formada de Matinas, Ofício e Vésperas. Aplicada ao tema do livro, poder-se-iam designar as suas três partes como Alvorada, Zénite e Entardecer do amor, que de facto correspondem, no domínio biológico, às três épocas da vida (juventude, auge, maturidade) e, no domínio sensual, às três fases do facto amoroso (desejo, deleite, vazio). A Alvorada amorosa declara-se na consciência da poetisa como renascimento, dádiva, felicidade, duração, sensação de paraíso ou festim dionisíaco. O Zénite amoroso como banquete, meio-dia no pino do Verão, sensação de absoluto, mas também como sensação do limite, de onde se abre o domínio da mágoa e do silêncio. O Entardecer amoroso é vivido como falência, vazio, perda, gosto de morte, com suspensão da esperança. Existem palavras e expressões  marcantes para cada uma das três partes da iniciação ritual.

A poética de Dimitra Mandá alicerça-se sobre uma cultura helénica hoje rara, reforçada pelo sentimento musical da língua. O seu vocabulário é da mais nobre estirpe. Palavras escolhidas com sentimento e sabedoria, expressão firme e brilhante, discurso maleável, límpido e pleno, amadurecido e musical. O verso articula-se com tal talento que nem sequer nos apercebemos se é tradicional ou moderno, se de determinada medida se livre, porque estamos certos que se nos oferece da forma como o podemos receber.
Evangélous Roússos

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