DiVersos nº33

DiVersos nº33

A DiVersos é feita com aqueles a quem chegamos e nos recebem e acolhem, e com aqueles que vêm ter connosco espontaneamente.
Neste número 33, atribuído ao período da sua finalização, o outono de 2021 e o inverno de 2021-22, encontramos cinco poetas do Brasil (Adri Aleixo, Adriane Garcia, Ana C Moura, Demetrios Galvão e Francesca Cricelli, esta atualmente residente na Islândia – do calor tropical ao frio nórdico), nove poetas portugueses (Amadeu Baptista e Cristino Cortes, ambos com excertos de livros recentemente publicados; Deodato Santos, Eduarda Chiote, Emerenciano — este um artista plástico e poeta visual, Fernando Henrique Barros, Manuela Nogueira, Maria do Sameiro Barroso e Rui Magalhães), e um poeta angolano radicado em Lisboa, Zetho Cunha Gonçalves. Ou seja, 15 poetas de língua original portuguesa.

Excecionalmente, neste número, apenas aproximadamente um quarto dos autores é proveniente de outras línguas (do grego moderno, Giorgos Sarantáris, traduzido por Maria da Piedade Maniatoglou; do islandês, Guðrið Helmsdal, traduzida por Luciano Dutra, poeta brasileiro radicado em Reykjavík há vinte anos; Mark Young, poeta australiano de língua inglesa; Ron Winkler, poeta de língua alemã traduzido por Viviane de Santana Paulo, nascida em São Paulo e radicada em Berlim; e Tahar Bekri, poeta tunisino que vive em Paris, com quatro poemas escritos em árabe, por ele próprio traduzidos para francês, e daí para português por Bernardette Capelo; acrescentam-se dois poemas escritos originariamente em francês pela mesma tradutora. Sendo a primeira vez que a DiVersos inclui um autor de língua árabe, introduz-se assim um novo motivo de interesse do ponto de vista também visual e tipográfico. Esteve prevista a inclusão de mais duas línguas, mais dois alfabetos diferentes, tâmil e malaiala, ambos da Índia, com um poema de Lathaprem Sakhya, poetisa do Kerala, que, por dificuldades técnicas tiveram que ficar adiados para o n.º 34 da DiVersos, assim o esperamos. Para concluir este sumário, uma nota de pesar pelo falecimento de dois poetas que nos honraram com a sua presença, um deles, Pedro Tamen, no n.º 13, em junho de 2008, outro, José Pascoal, no n.º 30-31, de novembro de 2020. A eles dedicamos este número 33. Em sua memória.

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